Conversa de ponto...
Estava eu a esperar a circular, isto é, o ônibus, para
descansar do tão pesado dia de trabalho quando me deparo com esta situação:
duas mães conversando sobre a “ESCOLA” dos filhos, ou melhor, dizendo das
“CUIDADORAS” de seus filhos. Estavam questionando o porquê das férias dos
pequenos. Eis que uma delas diz: - Eu falei pra ela (professora)! Como!? Férias
em julho? Se a minha é só em setembro! E quem vai “CUIDAR” do meu filho? A
outra indignada com a situação da amiga, também concorda que não deveria haver férias
escolares. Logo atrás delas outra amiga indagou: - Essa “Gente” é cheia de
querer! Ainda bem que elas nos chamaram de “GENTE”! Mas espere aí! Nós não
somos “toda gente”, “povo”, como qualifica o Aurélio. Somos “PROFESSORES”!
Qualificados, graduados, especializados, muitos, mestres e doutores, com anos
de estudos e respeito pela “EDUCAÇÂO”, ou melhor, dizendo, respeito com o
conteúdo “CIENTÍFICO” a passar para “SEU” filho! Pensem comigo! Imaginem todas
as escolas respeitando as férias de todos os pais! Todas as escolas só “cuidando”
dos alunos! Só os professores educando estes pequenos! Engraçado... Alguém
pediu pra você, se podia engravidar? Portanto, o filho é seu. O “ALUNO”, sim é
“NOSSO”! Cabe a nós, profissionais da área da “EDUCAÇÃO” passar o melhor para
seu filho. E esse melhor, inclui o “RESPEITO” pela sua formação profissional,
educacional no sentido cognitivo, pois não somos fábrica onde se terceiriza as
responsabilidades. “Somos sim”, “EDUCADORES”, e como tal, somos trabalhadores
como vocês, necessitamos de férias e muiiiiiiiiito descanso. Porque enquanto
vocês trabalham, nós também trabalhamos e ainda cuidamos dos nossos filhos, e
ainda, cuidamos do lar, dos trabalhos que levamos para casa, preparamos aula e
ainda cuidamos num só momento, dos filhos de suas amigas, das amigas das suas
amigas, etc. e tal. E mais, cuidamos de 23 a 30 filhos de uma vez, e filhos de
comportamentos e atitudes diferentes uns dos outros, sem muitas vezes poder
imaginar sentir- se cansada. Isto para não dizer: desolada, desencantada,
desrespeitada, desestimulada, desmotivada, entre outros adjetivos. Não pelo que
nos propusemos a fazer, mas sim pelo que querem que façamos, ou melhor, querem
nos obrigar a fazer. O mundo está mesmo de pernas para cima, como se fosse um
“BAOBÁ”. Bom... A “árvore” recebeu um castigo Divino, por ser teimosa e não se
fixar ao solo. Mesmo assim, continuou a ser bela! Já nós pobres mortais, nos
fixamos nos nossos propósitos, “EDUCAR”, mesmo assim continuamos a ser aos
olhos de “CERTAS” pessoas, feias e merecedoras de castigo. É muito triste esse
descaso, a quem vive a se doar! Respondam-me. O mundo ainda tem jeito? (Sonia
Mª Geraldi Baylão – 22/05/13)
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