terça-feira, 24 de setembro de 2013

Agradecimento

Aos poucos conquisto meu espaço! Estou feliz, pois a cada dia que se passa “Ele" tem me dado mais sabedoria para que eu pudesse desenvolver melhor minha criatividade. Sem a “Sua” colaboração, nada eu poderia. Obrigada o PAI!
Falar em amor, em amar, em sensibilizar é algo que sempre está presente na minha vida. Eis aqui em momento de gratidão. Gratidão àqueles que me ensinaram a amar, a superar sua falta. A doá-lo cada vez mais. Quando jovens, pensamos muitas vezes de forma a confundir a nós mesmos. Quando agimos assim acreditamos estar agindo corretamente, contudo o tempo passa e chega a hora de repensarmos nas nossas ações. Muitas vezes ações das quais as consequências será para sempre, sem volta. O pensamento voa. Ah! Se eu pudesse voltar no tempo! Preciosa palavra da qual todos, ou quase todos não as dão importância. Tempo dado, tempo gasto erroneamente ou de forma correta, não volta mais. Feliz daquele que o usa de forma certeira. Caso contrário amargamos por toda a existência. Envelhecemos pensando no erro, envelhecemos corroídos pelas frustrações. E o tempo passa! Amor. Ele multiplica-se conforme o doamos, e o reprimimos conforme os negamos. Ao reprimi-lo provocamos distâncias principalmente de quem mais amamos. Sem dúvida a maior dádiva da vida é saber amar. Amar nos fortalece como ser humano, amar nos faz pleno, amar nos traz felicidade, nos comunga da existência divina. Nunca negue amor, porque amar faz parte da sua existência. Obrigada a todos que sempre estiveram e estão presentes na minha vida, partilhando do meu amor. E o tempo está passando...

Indignação

Como deveria ser na circular: os idosos respeitados, valorizados e com seus lugares garantidos e disponíveis. Aos trabalhadores atuais, o direito de um momento de descanso antes de pegar no batente. Aos alunos o direito ao passe livre, desde que valorizassem àqueles que pagam o seu passe. Porém, não é bem isso que acontece! Na circular, o idoso que trabalhou para nos propor muitos benefícios se esforça para conseguirem ficarem de pé. Aqueles que trabalham para sustentar a sociedade momentânea se apertam, se acotovelam espremidos aos corredores. Os formadores de opiniões, (professores) que a todo o momento almejam rever a mudança por eles cogitada, nem são enxergados. E se o são, são desrespeitados, achincalhados, olhados com desdém. Só cabendo a eles é a indignação. Enquanto que, os jovens que serão futuros idosos, futuros formadores de opiniões, futuros trabalhadores que com certeza irão cobrar nossas reivindicações, vão todos “sentados”. Fazem de conta que estão dormindo, ouvindo música para não “enxergar” o que não querem “escutar”. Afinal, me preocupar pra que!? Se não tenho conta apagar, horário para trabalhar, ninguém para respeitar, e muito menos pagar! E Brasil... E povo... E Educação!

Escola pública ou particular?

Escola pública ou particular?


Duas notícias me chamaram a atenção. Uma dizendo que a nota da escola no Enem está ligada à condição socioeconômica dos alunos. A outra mostrava quanto custa matricular seu filho nos dez melhores colégios do país. Ambas me fizeram refletir novamente sobre as diferenças entre as escolas particulares e as públicas.
A imprensa em peso destaca um ponto em especial-que escola particular é melhor que a pública. Isto é uma farsa. Isso não é uma verdade.
Como todos nós sabemos, os números são frios e são as pessoas que o manipulam de acordo com o que querem defender. Qualquer um que não esteja envolvido com a educação “por dentro” não deveria levar os dados ao pé da letra.
Concordo que o primeiro pensamento de um pai de aluno deve ser o de que seu filho deve estudar numa escola particular, pois as escolas públicas são “piores”. A sociedade como um todo, inclusive os jornais, fizeram essa interpretação. Tenho que dizer que estão enganados.
Sou um defensor da escola pública. E mais, acho que o ensino particular é um reprodutor das desigualdades sociais. TODAS AS ESCOLAS DEVERIAM SER PÚBLICAS. Desta forma, eu duvido que faltariam recursos e garanto que o ensino seria de qualidade, pois os setores influentes da sociedade teriam seus filhos estudando lá. (o senador Cristovam Buarque propôs uma lei semelhante)
Para ir direto ao ponto, o que quero defender é que a diferença entre a escola pública e privada é a condição social do aluno. PONTO FINAL. Nada mais do que isso! Os profissionais das escolas particulares não conseguem transformar qualquer um em gênio. Eles recebem uma grande ajuda de todo um contexto que envolve a vida do seu aluno – acesso à informação (livros, revistas, TV por assinatura, internet...), a bens culturais (museus, teatro, cinema...) e a cursos (inglês, informática...), estudo em tempo integral, uma família que cobra (afinal de contas, não se gasta tanto com as mensalidades (e ainda com os impostos) para deixar o filho brincar na escola), enfim, existe todo um universo de fatores conspirando pelo sucesso deste aluno.
Na outra face da moeda vive um jovem que passa 4 horas na escola, tem que trabalhar, não tem dinheiro ou não possuí um ambiente que estimule o acesso aos museus, teatros, bibliotecas, etc. Ele vive em uma família completamente sem estrutura. Os pais não tem estudo, são empregados mal remunerados e não há perspectiva do filho trilhar um futuro diferente. Alguns destes alunos estão na escola obrigados, já que os pais não querem que o filho fique na rua ou têm que mostrar a presença deles para continuar a receber a Bolsa Família. Esta escola pública se transformou em um depósito de crianças e jovens. Está distante de um lugar de promoção do saber.
O que defendo aqui é compartilhado por Fernando Veloso, especialista em educação do IBRE/FGV. Ele diz que a diferença das notas entre escolas públicas e privadas “embora possam refletir diferenças de gestão, estão relacionadas às diferenças nas condições socioeconômicas dos alunos da rede pública e particular”.Por fim, não quero deixar uma imagem de que acho a escola pública uma maravilha e que não tem resultados apenas porque o aluno é carente. NÃO AFIRMO ISSO. Somente quis expor um contraponto à ideia de que qualquer aluno que estude em uma escola particular terá sucesso. Tenho alunos na rede pública que possuem a estrutura que mencionei mais acima e, por isso, apresentam um rendimento bem acima da média. Encontro alunos incríveis a cada ano que passa. Esse texto é especialmente escrito para eles e para todos os que acreditam em uma escola pública de qualidade. Postado por Luiz Eduardo Farias. às 18:36
Concordo plenamente com o profº Luiz Eduardo Farias

A superação!

Às vezes tenho plena certeza de que somos realmente insanos, outras vezes penso que de tanta loucura somos demasiadamente lúcidos. Nos dias atuais é difícil identificar até onde devemos ir para nos classificar como dementes ou sábios. Acredito que isto se dá devido a tantas informações recebidas durante um curto período de tempo, onde devemos absorvê-las, remoê-las, digeri-las, refazê-las, e em seguida, devolvê-la com uma nova roupagem, para um novo entendimento. Há momentos em que tudo se torna imenso aos nossos olhos, em outros parece que mal vai dar para recebermos tais informações. Tudo passa a ser uma ilusão de ótica! Digo sempre, passamos a não enxergar o que deveríamos, e a valorizar o que não deveríamos. Não estamos mais tendo a lucidez necessária para com nossos afazeres, somos cobrados em demasia, somos pressionados sem piedade, somos taxados com crueldade, só não somos valorizados com dignidade. Acredito que isto se deva a falta de competência de alguns, a falta de interesse de muitos, e a falta de confiança em si mesmo da grande maioria, principalmente daqueles que tiveram “QI” na admissão. E o medo de perder o posto! Sendo assim, passam a desvalorizar o saber, a supervalorizar o puxador, a calar a voz do questionador e a não dar oportunidade à criatividade do outro, pela insegurança estabelecida. Precisamos acreditar num mundo da competitividade sadia, da oportunidade para todos, do amor ao próximo, da confiança recíproca, da troca verdadeira, da amizade inquestionável, do ”amor verdadeiro.” Amor na essência da palavra! Um mundo melhor, se dá tendo como base a sinceridade, o afeto, o carinho, o respeito e a doação. E isto, acredita-se que ainda possa ser resgatado no mundo da EDUCAÇÃO. Precisamos urgentemente “ENXERGAR!” (Sonia Baylão -23/09/13).

Para refletir.


Se o tempo voltasse no tempo, gostaria que voltasse no ontem. Se o ontem voltasse no tempo, gostaria que voltasse no agora. Se o agora voltasse no tempo, gostaria que voltasse neste exato momento. Pois, neste exato momento estaria te amando. Mas como o tempo não volta no tempo, só peço que eu tenha tempo para repetir o ontem, o agora, o exato momento que eu tive no ontem, e iniciar tudo novamente.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A margarida friorenta (literatura infantil).

Hoje, ao ler uma literatura para meus alunos pude perceber com maior intensidade o valor da simplicidade. Falo isto porque trabalho com uma turminha de quinto ano, e a literatura a meu ver no primeiro instante parecia-me muito infantil; até eles comentaram. Porém, ao discuti-la fiquei pasma, pois não sei de onde tiraram, ou melhor, tiramos tanta reflexão. Já viram aquele provérbio: “É dos menores frascos que tiramos os melhores perfumes”? Pois é, cabe bem dentro deste contexto!
A literatura era: A Margarida Friorenta – de Fernanda L. de Almeida. Conta à história que uma certa Margarida em uma noite escura ,estava a tremer de frio. Quando de repente uma borboleta Azul passa e a vê sofrendo e resolve buscar ajuda com uma amiga, Ana Maria, que a socorre levando-a para sua casa. Que em seguida cobriu-a e nada! Agasalho-a, deu-lhe bolacha, casa, e tudo continuava na mesma! Persistia a tremedeira. Foi quando Ana resolveu dar-lhe um pouco mais de afeto. Deu-lhe um beijo carinhoso e o frio passou rapidamente. Bobinha não é?! Nãããão!!
Logo que terminei de lê-la um aluno rapidamente quis falar. Olham só a reflexão! Disse: _Professora, aqui na sala todos nós sofremos com um frio diferente! Eu, por exemplo, sinto frio pelo abandono de pai! Fiquei de queixo caído! Deixei-o continuar. Ele foi olhando aluno por aluno e explicando o “FRIO” de cada um, inclusive o meu, pois eu fiquei tão impressionada que procurei saber. E não é que ele acertou na mosca! Olhou para mim e disse olhando nos meus olhos. Gente fiquei “BEGE”! E cada aluno se viu dentro da história dando-lhes um frio diferente, até para mim. Eu era a Ana Maria e eles as margaridas da vida.
Pensem no frio que me causaram, passei de Ana a Margarida. Que lição de vida! Tudo isso serviu para eu reafirmar o que sempre tenho dito: _Criança é muito esperta, na é b...!
Mas voltando ao assunto simplicidade, penso que a ela nos leva ao mais alto grau de sabedoria, porque sei que não sei nada! Então ouço,reflito,busco ajuda, pergunto,questiona observo, vejo, isto é, “ENXERGO”. Onde hoje, muitos pecam por se sentirem superiores, poderosos, sabedores. Que me perdoem os elevados, mas prefiro a simplicidade do meu conhecimento e a sabedoria dos que me seguem, pois sei que os enxerguei e do que lhes propus. E para fraseando Rubem Alves: “De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra”. (26/06/13).

Conversa de ponto...

Estava eu a esperar a circular, isto é, o ônibus, para descansar do tão pesado dia de trabalho quando me deparo com esta situação: duas mães conversando sobre a “ESCOLA” dos filhos, ou melhor, dizendo das “CUIDADORAS” de seus filhos. Estavam questionando o porquê das férias dos pequenos. Eis que uma delas diz: - Eu falei pra ela (professora)! Como!? Férias em julho? Se a minha é só em setembro! E quem vai “CUIDAR” do meu filho? A outra indignada com a situação da amiga, também concorda que não deveria haver férias escolares. Logo atrás delas outra amiga indagou: - Essa “Gente” é cheia de querer! Ainda bem que elas nos chamaram de “GENTE”! Mas espere aí! Nós não somos “toda gente”, “povo”, como qualifica o Aurélio. Somos “PROFESSORES”! Qualificados, graduados, especializados, muitos, mestres e doutores, com anos de estudos e respeito pela “EDUCAÇÂO”, ou melhor, dizendo, respeito com o conteúdo “CIENTÍFICO” a passar para “SEU” filho! Pensem comigo! Imaginem todas as escolas respeitando as férias de todos os pais! Todas as escolas só “cuidando” dos alunos! Só os professores educando estes pequenos! Engraçado... Alguém pediu pra você, se podia engravidar? Portanto, o filho é seu. O “ALUNO”, sim é “NOSSO”! Cabe a nós, profissionais da área da “EDUCAÇÃO” passar o melhor para seu filho. E esse melhor, inclui o “RESPEITO” pela sua formação profissional, educacional no sentido cognitivo, pois não somos fábrica onde se terceiriza as responsabilidades. “Somos sim”, “EDUCADORES”, e como tal, somos trabalhadores como vocês, necessitamos de férias e muiiiiiiiiito descanso. Porque enquanto vocês trabalham, nós também trabalhamos e ainda cuidamos dos nossos filhos, e ainda, cuidamos do lar, dos trabalhos que levamos para casa, preparamos aula e ainda cuidamos num só momento, dos filhos de suas amigas, das amigas das suas amigas, etc. e tal. E mais, cuidamos de 23 a 30 filhos de uma vez, e filhos de comportamentos e atitudes diferentes uns dos outros, sem muitas vezes poder imaginar sentir- se cansada. Isto para não dizer: desolada, desencantada, desrespeitada, desestimulada, desmotivada, entre outros adjetivos. Não pelo que nos propusemos a fazer, mas sim pelo que querem que façamos, ou melhor, querem nos obrigar a fazer. O mundo está mesmo de pernas para cima, como se fosse um “BAOBÁ”. Bom... A “árvore” recebeu um castigo Divino, por ser teimosa e não se fixar ao solo. Mesmo assim, continuou a ser bela! Já nós pobres mortais, nos fixamos nos nossos propósitos, “EDUCAR”, mesmo assim continuamos a ser aos olhos de “CERTAS” pessoas, feias e merecedoras de castigo. É muito triste esse descaso, a quem vive a se doar! Respondam-me. O mundo ainda tem jeito? (Sonia Mª Geraldi Baylão  – 22/05/13)