Às vezes tenho plena certeza
de que somos realmente insanos, outras vezes penso que de tanta loucura somos
demasiadamente lúcidos. Nos dias atuais é difícil identificar até onde devemos
ir para nos classificar como dementes ou sábios. Acredito que isto se dá devido
a tantas informações recebidas durante um curto período de tempo, onde devemos
absorvê-las, remoê-las, digeri-las, refazê-las, e em seguida, devolvê-la com
uma nova roupagem, para um novo entendimento. Há momentos em que tudo se torna
imenso aos nossos olhos, em outros parece que mal vai dar para recebermos tais
informações. Tudo passa a ser uma ilusão de ótica! Digo sempre, passamos a não
enxergar o que deveríamos, e a valorizar o que não deveríamos. Não estamos mais
tendo a lucidez necessária para com nossos afazeres, somos cobrados em demasia,
somos pressionados sem piedade, somos taxados com crueldade, só não somos
valorizados com dignidade. Acredito que isto se deva a falta de competência de
alguns, a falta de interesse de muitos, e a falta de confiança em si mesmo da
grande maioria, principalmente daqueles que tiveram “QI” na admissão. E o medo
de perder o posto! Sendo assim, passam a desvalorizar o saber, a supervalorizar
o puxador, a calar a voz do questionador e a não dar oportunidade à criatividade
do outro, pela insegurança estabelecida. Precisamos acreditar num mundo da
competitividade sadia, da oportunidade para todos, do amor ao próximo, da
confiança recíproca, da troca verdadeira, da amizade inquestionável, do ”amor
verdadeiro.” Amor na essência da palavra! Um mundo melhor, se dá tendo como
base a sinceridade, o afeto, o carinho, o respeito e a doação. E isto,
acredita-se que ainda possa ser resgatado no mundo da EDUCAÇÃO. Precisamos
urgentemente “ENXERGAR!” (Sonia Baylão -23/09/13).
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