terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Aprendiz

Caímos na mesma vida
Vivemos a mesma história.
Superamos dificuldades
 Tudo na mesma hora.

Há quem duvidasse
Se chegaríamos ao fim.
Mas Ele sempre na frente
Comandou- nos até o fim.

As dificuldades vividas
Ajudou-nos a crescer.
Preparou-nos para um novo caminho
Que acabamos de prescrever.

Na vida não há limite
Para quem quer ser vencedor
É fazer das dificuldades
A flecha do atirador.

Atirar a arma certeira
É pra quem se fez lutador.
Disciplina e respeito
Faz feliz seu instrutor!
(Sonia M. Geraldi- 04/12/12) . Homenagem aos meus queridos alunos do 5° ano B da Esc. M. Dr. Osvaldo Cruz. Com todo carinho da Prof. Sonia.

sábado, 1 de dezembro de 2012

O TÃO TEMIDO BLOQUEIO 
         Quando criança tirei notas baixas, tirei zero, fui chamada atenção, meus erros eram corrigidos de vermelho, e nada disto me deixou frustrada. Até porque a média naquela época era bem mais alta, e para alcançá-la tinha é que “ESTUDAR”! Mas, graças ao meu esforço, ao meu bom “comportamento, a ajuda dos meus pais, e com a competência das minhas primeiras professoras (Edinir, Lurdinha, Alzira, Maura e Sonia Coco), sem desmerecer aos demais cheguei até aqui.  A soma de tudo isto, me fez enxergar longe, ter incentivo para sempre seguir em frente. Passei por maus pedaços; que se fosse contar daria um livro, porém prossegui. Falo isto, porque nos dias atuais, muitas crianças se sentem obrigadas a irem para a escola. Dizem que não querem estudar, Isto é, a todo o momento nos mostra a sua insatisfação diante do dever a cumprir. Vejo isto com muita tristeza! Penso que, o que mais falta a estes pequenos é um bom incentivo por parte da família. Família é o núcleo celular, onde toda parte genética nele está contido. A nós professores, cabe à responsabilidade de passar a eles o conhecimento cientifico que ultimamente pode realmente estar ficando de lado, por termos que dispensar parte do nosso dia a dia com a parte social. Sei que, não dá para deixar de lado tais ensinamentos, porém determinar tudo à escola é meramente impossível. Está na hora de revermos conceitos! É inadmissível uma criança chegar às séries finais do Ensino Fundamental, sem os conceitos básicos. E nós professores, temos consciência disto, porém, poucos podemos fazer para que isto se reverta. Penso que, devemos nos atentar a certos tabus que criamos para justificar algo que não está dando certo. A tão temida “REPROVAÇÃO” demonstra este primeiro conceito. Criamos “RETENSÃO”! Assim a criança com maior dificuldade em compreendê-la, não a leva tão a sério. Em seguida, nada de “VERMELHO”; causa bloqueio! E assim por diante... Tudo “BLOQUEIA”!!! Espera aí... E quando este infeliz for procurar um emprego, for fazer um concurso, for fazer compras, necessitar de alguém para fazer a compreensão do “SEU” contexto, isto não o deixará “BLOQUEADO”? Ah! Agora você pode me dizer: - Isto é normal!  ODEIO” essa palavra mal colocada!”NORMAL” é alguém ir à escola, normal é alguém ter motivação para estudar, normal é ter pais presentes, normal é ter professores compromissados, normal é saber cobrar seus direitos, normal é cumprir seus deveres, normal é ter seus direitos respeitados, normal é ter um salário digno, normal é ter crianças nas escolas para “ESTUDAR”, normal é alguém os esperando nos horários pré-estabelecidos, normal é ter crianças bem amadas, normal é ser bem quista, normal é “SER FELIZ.” “SER ALUNO FELIZ”! Isto sim é emprego correto da palavra! O resto é desumano.
         Não é fácil avaliar alguém, principalmente quando esse alguém se trata de uma criança. Digo e escrevo isto, após um dia estressante de Conselho de Classe. Espero não ofender ninguém, pois não é este meu objetivo. É sim uma indignação perante certos acontecimentos ano a ano refletido e não resolvido.  Estamos cansadas (os), falo também em nome dos outros profissionais da área, perdão usá-los sem pedir permissão, mas tenho certeza de que muitos pensam como eu. Fazemos parte da sociedade, e não   somos       totalmente        responsáveis por ela. Temos sim grande parcela de compromisso perante a mesma, todavia acredito que se dividíssemos as responsabilidades tudo seria diferente, uma sociedade mais justa, sem delegar responsabilidade a só uma classe, aos profissionais da “EDUCAÇÂO”. Somos humanos, e com direito a acertos e erros, sem sermos massificados a todo o momento.
(Sonia M. Geraldi Baylão 30/11/12)