Aos poucos conquisto meu espaço! Estou feliz, pois a cada dia que se passa “Ele" tem me dado mais sabedoria para que eu pudesse desenvolver melhor minha criatividade. Sem a “Sua” colaboração, nada eu poderia. Obrigada o PAI!
Falar em amor, em amar, em sensibilizar é algo que sempre está presente na minha vida. Eis aqui em momento de gratidão. Gratidão àqueles que me ensinaram a amar, a superar sua falta. A doá-lo cada vez mais. Quando jovens, pensamos muitas vezes de forma a confundir a nós mesmos. Quando agimos assim acreditamos estar agindo corretamente, contudo o tempo passa e chega a hora de repensarmos nas nossas ações. Muitas vezes ações das quais as consequências será para sempre, sem volta. O pensamento voa. Ah! Se eu pudesse voltar no tempo! Preciosa palavra da qual todos, ou quase todos não as dão importância. Tempo dado, tempo gasto erroneamente ou de forma correta, não volta mais. Feliz daquele que o usa de forma certeira. Caso contrário amargamos por toda a existência. Envelhecemos pensando no erro, envelhecemos corroídos pelas frustrações. E o tempo passa! Amor. Ele multiplica-se conforme o doamos, e o reprimimos conforme os negamos. Ao reprimi-lo provocamos distâncias principalmente de quem mais amamos. Sem dúvida a maior dádiva da vida é saber amar. Amar nos fortalece como ser humano, amar nos faz pleno, amar nos traz felicidade, nos comunga da existência divina. Nunca negue amor, porque amar faz parte da sua existência. Obrigada a todos que sempre estiveram e estão presentes na minha vida, partilhando do meu amor. E o tempo está passando...
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Indignação
Como deveria ser na circular: os idosos respeitados, valorizados e com seus lugares garantidos e disponíveis. Aos trabalhadores atuais, o direito de um momento de descanso antes de pegar no batente. Aos alunos o direito ao passe livre, desde que valorizassem àqueles que pagam o seu passe. Porém, não é bem isso que acontece! Na circular, o idoso que trabalhou para nos propor muitos benefícios se esforça para conseguirem ficarem de pé. Aqueles que trabalham para sustentar a sociedade momentânea se apertam, se acotovelam espremidos aos corredores. Os formadores de opiniões, (professores) que a todo o momento almejam rever a mudança por eles cogitada, nem são enxergados. E se o são, são desrespeitados, achincalhados, olhados com desdém. Só cabendo a eles é a indignação. Enquanto que, os jovens que serão futuros idosos, futuros formadores de opiniões, futuros trabalhadores que com certeza irão cobrar nossas reivindicações, vão todos “sentados”. Fazem de conta que estão dormindo, ouvindo música para não “enxergar” o que não querem “escutar”. Afinal, me preocupar pra que!? Se não tenho conta apagar, horário para trabalhar, ninguém para respeitar, e muito menos pagar! E Brasil... E povo... E Educação!
Escola pública ou particular?
Escola pública ou particular?
Duas notícias me chamaram a atenção. Uma dizendo que a nota da escola no Enem está ligada à condição socioeconômica dos alunos. A outra mostrava quanto custa matricular seu filho nos dez melhores colégios do país. Ambas me fizeram refletir novamente sobre as diferenças entre as escolas particulares e as públicas.
A imprensa em peso destaca um ponto em especial-que escola particular é melhor que a pública. Isto é uma farsa. Isso não é uma verdade.
Como todos nós sabemos, os números são frios e são as pessoas que o manipulam de acordo com o que querem defender. Qualquer um que não esteja envolvido com a educação “por dentro” não deveria levar os dados ao pé da letra.
Concordo que o primeiro pensamento de um pai de aluno deve ser o de que seu filho deve estudar numa escola particular, pois as escolas públicas são “piores”. A sociedade como um todo, inclusive os jornais, fizeram essa interpretação. Tenho que dizer que estão enganados.
Sou um defensor da escola pública. E mais, acho que o ensino particular é um reprodutor das desigualdades sociais. TODAS AS ESCOLAS DEVERIAM SER PÚBLICAS. Desta forma, eu duvido que faltariam recursos e garanto que o ensino seria de qualidade, pois os setores influentes da sociedade teriam seus filhos estudando lá. (o senador Cristovam Buarque propôs uma lei semelhante)
Para ir direto ao ponto, o que quero defender é que a diferença entre a escola pública e privada é a condição social do aluno. PONTO FINAL. Nada mais do que isso! Os profissionais das escolas particulares não conseguem transformar qualquer um em gênio. Eles recebem uma grande ajuda de todo um contexto que envolve a vida do seu aluno – acesso à informação (livros, revistas, TV por assinatura, internet...), a bens culturais (museus, teatro, cinema...) e a cursos (inglês, informática...), estudo em tempo integral, uma família que cobra (afinal de contas, não se gasta tanto com as mensalidades (e ainda com os impostos) para deixar o filho brincar na escola), enfim, existe todo um universo de fatores conspirando pelo sucesso deste aluno.
Na outra face da moeda vive um jovem que passa 4 horas na escola, tem que trabalhar, não tem dinheiro ou não possuí um ambiente que estimule o acesso aos museus, teatros, bibliotecas, etc. Ele vive em uma família completamente sem estrutura. Os pais não tem estudo, são empregados mal remunerados e não há perspectiva do filho trilhar um futuro diferente. Alguns destes alunos estão na escola obrigados, já que os pais não querem que o filho fique na rua ou têm que mostrar a presença deles para continuar a receber a Bolsa Família. Esta escola pública se transformou em um depósito de crianças e jovens. Está distante de um lugar de promoção do saber.
O que defendo aqui é compartilhado por Fernando Veloso, especialista em educação do IBRE/FGV. Ele diz que a diferença das notas entre escolas públicas e privadas “embora possam refletir diferenças de gestão, estão relacionadas às diferenças nas condições socioeconômicas dos alunos da rede pública e particular”.Por fim, não quero deixar uma imagem de que acho a escola pública uma maravilha e que não tem resultados apenas porque o aluno é carente. NÃO AFIRMO ISSO. Somente quis expor um contraponto à ideia de que qualquer aluno que estude em uma escola particular terá sucesso. Tenho alunos na rede pública que possuem a estrutura que mencionei mais acima e, por isso, apresentam um rendimento bem acima da média. Encontro alunos incríveis a cada ano que passa. Esse texto é especialmente escrito para eles e para todos os que acreditam em uma escola pública de qualidade. Postado por Luiz Eduardo Farias. às 18:36
Concordo plenamente com o profº Luiz Eduardo Farias
Duas notícias me chamaram a atenção. Uma dizendo que a nota da escola no Enem está ligada à condição socioeconômica dos alunos. A outra mostrava quanto custa matricular seu filho nos dez melhores colégios do país. Ambas me fizeram refletir novamente sobre as diferenças entre as escolas particulares e as públicas.
A imprensa em peso destaca um ponto em especial-que escola particular é melhor que a pública. Isto é uma farsa. Isso não é uma verdade.
Como todos nós sabemos, os números são frios e são as pessoas que o manipulam de acordo com o que querem defender. Qualquer um que não esteja envolvido com a educação “por dentro” não deveria levar os dados ao pé da letra.
Concordo que o primeiro pensamento de um pai de aluno deve ser o de que seu filho deve estudar numa escola particular, pois as escolas públicas são “piores”. A sociedade como um todo, inclusive os jornais, fizeram essa interpretação. Tenho que dizer que estão enganados.
Sou um defensor da escola pública. E mais, acho que o ensino particular é um reprodutor das desigualdades sociais. TODAS AS ESCOLAS DEVERIAM SER PÚBLICAS. Desta forma, eu duvido que faltariam recursos e garanto que o ensino seria de qualidade, pois os setores influentes da sociedade teriam seus filhos estudando lá. (o senador Cristovam Buarque propôs uma lei semelhante)
Para ir direto ao ponto, o que quero defender é que a diferença entre a escola pública e privada é a condição social do aluno. PONTO FINAL. Nada mais do que isso! Os profissionais das escolas particulares não conseguem transformar qualquer um em gênio. Eles recebem uma grande ajuda de todo um contexto que envolve a vida do seu aluno – acesso à informação (livros, revistas, TV por assinatura, internet...), a bens culturais (museus, teatro, cinema...) e a cursos (inglês, informática...), estudo em tempo integral, uma família que cobra (afinal de contas, não se gasta tanto com as mensalidades (e ainda com os impostos) para deixar o filho brincar na escola), enfim, existe todo um universo de fatores conspirando pelo sucesso deste aluno.
Na outra face da moeda vive um jovem que passa 4 horas na escola, tem que trabalhar, não tem dinheiro ou não possuí um ambiente que estimule o acesso aos museus, teatros, bibliotecas, etc. Ele vive em uma família completamente sem estrutura. Os pais não tem estudo, são empregados mal remunerados e não há perspectiva do filho trilhar um futuro diferente. Alguns destes alunos estão na escola obrigados, já que os pais não querem que o filho fique na rua ou têm que mostrar a presença deles para continuar a receber a Bolsa Família. Esta escola pública se transformou em um depósito de crianças e jovens. Está distante de um lugar de promoção do saber.
O que defendo aqui é compartilhado por Fernando Veloso, especialista em educação do IBRE/FGV. Ele diz que a diferença das notas entre escolas públicas e privadas “embora possam refletir diferenças de gestão, estão relacionadas às diferenças nas condições socioeconômicas dos alunos da rede pública e particular”.Por fim, não quero deixar uma imagem de que acho a escola pública uma maravilha e que não tem resultados apenas porque o aluno é carente. NÃO AFIRMO ISSO. Somente quis expor um contraponto à ideia de que qualquer aluno que estude em uma escola particular terá sucesso. Tenho alunos na rede pública que possuem a estrutura que mencionei mais acima e, por isso, apresentam um rendimento bem acima da média. Encontro alunos incríveis a cada ano que passa. Esse texto é especialmente escrito para eles e para todos os que acreditam em uma escola pública de qualidade. Postado por Luiz Eduardo Farias. às 18:36
Concordo plenamente com o profº Luiz Eduardo Farias
A superação!
Às vezes tenho plena certeza
de que somos realmente insanos, outras vezes penso que de tanta loucura somos
demasiadamente lúcidos. Nos dias atuais é difícil identificar até onde devemos
ir para nos classificar como dementes ou sábios. Acredito que isto se dá devido
a tantas informações recebidas durante um curto período de tempo, onde devemos
absorvê-las, remoê-las, digeri-las, refazê-las, e em seguida, devolvê-la com
uma nova roupagem, para um novo entendimento. Há momentos em que tudo se torna
imenso aos nossos olhos, em outros parece que mal vai dar para recebermos tais
informações. Tudo passa a ser uma ilusão de ótica! Digo sempre, passamos a não
enxergar o que deveríamos, e a valorizar o que não deveríamos. Não estamos mais
tendo a lucidez necessária para com nossos afazeres, somos cobrados em demasia,
somos pressionados sem piedade, somos taxados com crueldade, só não somos
valorizados com dignidade. Acredito que isto se deva a falta de competência de
alguns, a falta de interesse de muitos, e a falta de confiança em si mesmo da
grande maioria, principalmente daqueles que tiveram “QI” na admissão. E o medo
de perder o posto! Sendo assim, passam a desvalorizar o saber, a supervalorizar
o puxador, a calar a voz do questionador e a não dar oportunidade à criatividade
do outro, pela insegurança estabelecida. Precisamos acreditar num mundo da
competitividade sadia, da oportunidade para todos, do amor ao próximo, da
confiança recíproca, da troca verdadeira, da amizade inquestionável, do ”amor
verdadeiro.” Amor na essência da palavra! Um mundo melhor, se dá tendo como
base a sinceridade, o afeto, o carinho, o respeito e a doação. E isto,
acredita-se que ainda possa ser resgatado no mundo da EDUCAÇÃO. Precisamos
urgentemente “ENXERGAR!” (Sonia Baylão -23/09/13).
Para refletir.
Se o tempo voltasse no tempo,
gostaria que voltasse no ontem. Se o ontem voltasse no tempo, gostaria que
voltasse no agora. Se o agora voltasse no tempo, gostaria que voltasse neste
exato momento. Pois, neste exato momento estaria te amando. Mas como o tempo
não volta no tempo, só peço que eu tenha tempo para repetir o ontem, o agora, o
exato momento que eu tive no ontem, e iniciar tudo novamente.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
A margarida friorenta (literatura infantil).
Hoje, ao ler uma literatura para meus alunos pude perceber com maior intensidade o valor da simplicidade. Falo isto porque trabalho com uma turminha de quinto ano, e a literatura a meu ver no primeiro instante parecia-me muito infantil; até eles comentaram. Porém, ao discuti-la fiquei pasma, pois não sei de onde tiraram, ou melhor, tiramos tanta reflexão. Já viram aquele provérbio: “É dos menores frascos que tiramos os melhores perfumes”? Pois é, cabe bem dentro deste contexto!
A literatura era: A Margarida Friorenta – de Fernanda L. de Almeida. Conta à história que uma certa Margarida em uma noite escura ,estava a tremer de frio. Quando de repente uma borboleta Azul passa e a vê sofrendo e resolve buscar ajuda com uma amiga, Ana Maria, que a socorre levando-a para sua casa. Que em seguida cobriu-a e nada! Agasalho-a, deu-lhe bolacha, casa, e tudo continuava na mesma! Persistia a tremedeira. Foi quando Ana resolveu dar-lhe um pouco mais de afeto. Deu-lhe um beijo carinhoso e o frio passou rapidamente. Bobinha não é?! Nãããão!!
Logo que terminei de lê-la um aluno rapidamente quis falar. Olham só a reflexão! Disse: _Professora, aqui na sala todos nós sofremos com um frio diferente! Eu, por exemplo, sinto frio pelo abandono de pai! Fiquei de queixo caído! Deixei-o continuar. Ele foi olhando aluno por aluno e explicando o “FRIO” de cada um, inclusive o meu, pois eu fiquei tão impressionada que procurei saber. E não é que ele acertou na mosca! Olhou para mim e disse olhando nos meus olhos. Gente fiquei “BEGE”! E cada aluno se viu dentro da história dando-lhes um frio diferente, até para mim. Eu era a Ana Maria e eles as margaridas da vida.
Pensem no frio que me causaram, passei de Ana a Margarida. Que lição de vida! Tudo isso serviu para eu reafirmar o que sempre tenho dito: _Criança é muito esperta, na é b...!
Mas voltando ao assunto simplicidade, penso que a ela nos leva ao mais alto grau de sabedoria, porque sei que não sei nada! Então ouço,reflito,busco ajuda, pergunto,questiona observo, vejo, isto é, “ENXERGO”. Onde hoje, muitos pecam por se sentirem superiores, poderosos, sabedores. Que me perdoem os elevados, mas prefiro a simplicidade do meu conhecimento e a sabedoria dos que me seguem, pois sei que os enxerguei e do que lhes propus. E para fraseando Rubem Alves: “De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra”. (26/06/13).
A literatura era: A Margarida Friorenta – de Fernanda L. de Almeida. Conta à história que uma certa Margarida em uma noite escura ,estava a tremer de frio. Quando de repente uma borboleta Azul passa e a vê sofrendo e resolve buscar ajuda com uma amiga, Ana Maria, que a socorre levando-a para sua casa. Que em seguida cobriu-a e nada! Agasalho-a, deu-lhe bolacha, casa, e tudo continuava na mesma! Persistia a tremedeira. Foi quando Ana resolveu dar-lhe um pouco mais de afeto. Deu-lhe um beijo carinhoso e o frio passou rapidamente. Bobinha não é?! Nãããão!!
Logo que terminei de lê-la um aluno rapidamente quis falar. Olham só a reflexão! Disse: _Professora, aqui na sala todos nós sofremos com um frio diferente! Eu, por exemplo, sinto frio pelo abandono de pai! Fiquei de queixo caído! Deixei-o continuar. Ele foi olhando aluno por aluno e explicando o “FRIO” de cada um, inclusive o meu, pois eu fiquei tão impressionada que procurei saber. E não é que ele acertou na mosca! Olhou para mim e disse olhando nos meus olhos. Gente fiquei “BEGE”! E cada aluno se viu dentro da história dando-lhes um frio diferente, até para mim. Eu era a Ana Maria e eles as margaridas da vida.
Pensem no frio que me causaram, passei de Ana a Margarida. Que lição de vida! Tudo isso serviu para eu reafirmar o que sempre tenho dito: _Criança é muito esperta, na é b...!
Mas voltando ao assunto simplicidade, penso que a ela nos leva ao mais alto grau de sabedoria, porque sei que não sei nada! Então ouço,reflito,busco ajuda, pergunto,questiona observo, vejo, isto é, “ENXERGO”. Onde hoje, muitos pecam por se sentirem superiores, poderosos, sabedores. Que me perdoem os elevados, mas prefiro a simplicidade do meu conhecimento e a sabedoria dos que me seguem, pois sei que os enxerguei e do que lhes propus. E para fraseando Rubem Alves: “De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra”. (26/06/13).
Conversa de ponto...
Estava eu a esperar a circular, isto é, o ônibus, para
descansar do tão pesado dia de trabalho quando me deparo com esta situação:
duas mães conversando sobre a “ESCOLA” dos filhos, ou melhor, dizendo das
“CUIDADORAS” de seus filhos. Estavam questionando o porquê das férias dos
pequenos. Eis que uma delas diz: - Eu falei pra ela (professora)! Como!? Férias
em julho? Se a minha é só em setembro! E quem vai “CUIDAR” do meu filho? A
outra indignada com a situação da amiga, também concorda que não deveria haver férias
escolares. Logo atrás delas outra amiga indagou: - Essa “Gente” é cheia de
querer! Ainda bem que elas nos chamaram de “GENTE”! Mas espere aí! Nós não
somos “toda gente”, “povo”, como qualifica o Aurélio. Somos “PROFESSORES”!
Qualificados, graduados, especializados, muitos, mestres e doutores, com anos
de estudos e respeito pela “EDUCAÇÂO”, ou melhor, dizendo, respeito com o
conteúdo “CIENTÍFICO” a passar para “SEU” filho! Pensem comigo! Imaginem todas
as escolas respeitando as férias de todos os pais! Todas as escolas só “cuidando”
dos alunos! Só os professores educando estes pequenos! Engraçado... Alguém
pediu pra você, se podia engravidar? Portanto, o filho é seu. O “ALUNO”, sim é
“NOSSO”! Cabe a nós, profissionais da área da “EDUCAÇÃO” passar o melhor para
seu filho. E esse melhor, inclui o “RESPEITO” pela sua formação profissional,
educacional no sentido cognitivo, pois não somos fábrica onde se terceiriza as
responsabilidades. “Somos sim”, “EDUCADORES”, e como tal, somos trabalhadores
como vocês, necessitamos de férias e muiiiiiiiiito descanso. Porque enquanto
vocês trabalham, nós também trabalhamos e ainda cuidamos dos nossos filhos, e
ainda, cuidamos do lar, dos trabalhos que levamos para casa, preparamos aula e
ainda cuidamos num só momento, dos filhos de suas amigas, das amigas das suas
amigas, etc. e tal. E mais, cuidamos de 23 a 30 filhos de uma vez, e filhos de
comportamentos e atitudes diferentes uns dos outros, sem muitas vezes poder
imaginar sentir- se cansada. Isto para não dizer: desolada, desencantada,
desrespeitada, desestimulada, desmotivada, entre outros adjetivos. Não pelo que
nos propusemos a fazer, mas sim pelo que querem que façamos, ou melhor, querem
nos obrigar a fazer. O mundo está mesmo de pernas para cima, como se fosse um
“BAOBÁ”. Bom... A “árvore” recebeu um castigo Divino, por ser teimosa e não se
fixar ao solo. Mesmo assim, continuou a ser bela! Já nós pobres mortais, nos
fixamos nos nossos propósitos, “EDUCAR”, mesmo assim continuamos a ser aos
olhos de “CERTAS” pessoas, feias e merecedoras de castigo. É muito triste esse
descaso, a quem vive a se doar! Respondam-me. O mundo ainda tem jeito? (Sonia
Mª Geraldi Baylão – 22/05/13)
quarta-feira, 26 de junho de 2013
HOMENAGEM
A professora do lixo...
Brincadeiras a parte! Esta fala é
minha, para com meus alunos, pois costumo levar tudo que acho importante para
trabalhar em sala e, às vezes são coisas que muitos as veem como lixo: por isso,
a brincadeira! Porém, sei apreciar e garimpar joias preciosas! E foi em uma
ocasião inesperada que encontrei esta linda pedra rara. Sei que está ansioso ou
ansiosa para saber qual é, mas antes vou detalhar o momento.
Sou professora e como sabem temos muito pouco
tempo para nos dedicar a leitura por prazer, e nos pequenos momentos passamos o
olhar em revistas, livros e jornais, faço isso costumeiramente até porque como
já disse, estou sempre procurando inovar minhas aulas. E foi em um destes
momentos que me deparei com uma coluna no jornal que me chamou muita atenção,
primeiramente pelo nome “FRANCAMENTE”, depois pelo conteúdo abordado, a maioria
sobre “EDUCAÇÂO”. Resolvi então levar para a sala todas as quartas feiras e
lê-los para meus alunos. Por sinal gostaram muito! E passei a ficar inquieta
todas as quartas feiras de manhã, até chegar a escola e ler a coluna mais uma
vez. Numa quarta, estava lá “PAIS BANANAS”!
Li adorei e levei-o para sala. Foi um sucesso com as crianças.
Questionaram, concordaram e pediram para escrever sobre o assunto. Foi tudo de
bom! E assim, todas as quartas feiras antes de pegar o jornal, um aluninho
vinha e me dizia: Professora, hoje a “Lu” está falando sobre... Isto mesmo ela
se tornara intima para nós. Passamos a explorar suas crônicas ao máximo. Trabalho
em sala, textos de opinião, leitura e questionamentos com os pais, avaliações,
enfim trabalhamos muito durante todo ano letivo, onde tive a oportunidade de
observar o avanço dos pequenos com relação à leitura, escrita e criticidade. E
sem conhecê-la passamos a admira-la.
Muitas
vezes pensei em procurá-la e pedir para que viesse visitar minha sala, mas não
sabia como fazer. Engraçado, quando amamos o que fazemos tudo prospera a nosso
favor. Num sábado de manhã no meu curso de Pòs uma colega me diz: “Olha aquela pessoa
que você quer tanto conhecer, vá falar com ela!” Fiquei envergonhada, mas uma
pessoa que a conhecia proporcionou o contato. E antes mesmo que eu pedisse para
visitar a minha sala, ela gentilmente se ofereceu. Marcamos e lá estava ela!
Pensa em crianças felizes, realizadas, entusiasmadas, pareciam não acreditar.
Quando foram presenteadas, pareciam que estavam ganhando uma pedra preciosa,
que na verdade é mais que isso; é cultura, valorização, respeito e gratidão, e
eu muito mais! Não tenho como agradecê-la.
Hoje, fico triste toda quarta feira,
pois o jornal vem na terça. “Cadê a nossa “LU”?” Quero a de volta para dar
continuidade ao trabalho tão gratificante que me oportunizara. Acabo lendo seus
textos, às vezes dígito-os, todavia não é a mesma coisa do que pegar o jornal e
lê-lo. Contudo, nossa querida “LU OLIVEIRA”, jamais vamos esquecê-la, já faz
parte do nosso cotidiano, estará sempre em nossos corações e em nossas
leituras. Com carinho, muito obrigada. Abraços
Professora
Sonia Mª Geraldi Baylão.(21/06/13}
terça-feira, 28 de maio de 2013
Voltando no tempo!
Voltando no tempo!
A cada minuto do dia penso no
TEMPO. Bem precioso dado a nós gratuitamente e que poucos fazem o máximo para
usufruí-lo de forma plena. Até mesmo eu! Foram muitos os momentos perdidos,
porém hoje agradece sempre que posso por ter poder partilhá-lo com todos
aqueles que me complementam: família, amigos, colegas e porque não também os
inimigos, afinal estamos todos aqui. E isso é o que importa! Pois cada um tem
sua tarefa a cumprir e, provavelmente esses ainda não a refizeram. Bem... Mas neste
exato momento, estou aqui a escrever para demonstrar meu agradecimento àquele
que me propus: o tempo. E a “Ele” que me deu o privilégio de poder desfrutá-lo.
Obrigada Senhor por mais este dia, pelo local onde hoje moro. De onde posso
observar tudo que me encanta. O Sol para me despertar, aquecer, dar força e
energia. Os voos dos pássaros onde através deles posso perceber compreender que
meus voos também podem ser magníficos e que mesmo durante os rasantes mais difíceis
“Ele” não nos abandonará. Obrigada senhor por presenciar o esplêndido conhecimento
humano, através dos magníficos monumentos erguidos, pela sua presença em cada
verde que posso desfrutar, por estar sempre tão próximo a mim, por me ensinar a
enxergar, com tanta plenitude, com riqueza de detalhes, por fazer dos meus
olhos seus olhos, e por fazer do meu coração o seu. Ensinando-me há amar cada
dia mais. Obrigada por me dar a oportunidade de refazer, de cumprir de
agradecer e demonstrar que tudo vale a pena. Enquanto faço essa reflexão o
tempo passa, contudo tenho plena consciência de que ele está sendo de bom
proveito. E quero deixar aqui o meu legado, a quem quer e que me acompanha,
“APRENDA A OLHAR COM OS OLHOS DO CORAÇÃO" , pois eles enxergam mais longe, com
maior precisão e riqueza de detalhes. Porque deles sai sua imaginação herdada
de um ser supremo que o transforma a cada segundo, se quiseres, com muita
paixão. (Sonia -26/05/13).
sábado, 18 de maio de 2013
Falando de amor
Falar em amor, em amar, em sensibilizar é algo que sempre está presente na minha vida. Eis aqui em momento de gratidão. Gratidão àqueles que me ensinaram a amar, a superar sua falta. A doá-lo cada vez mais. Quando jovens, pensamos muitas vezes de forma a confundir a nós mesmos. Quando agimos assim acreditamos estar agindo corretamente, contudo o tempo passa e chega a hora de repensarmos nas nossas ações. Muitas vezes ações das quais as consequências será para sempre, sem volta. O pensamento voa. Ah! Se eu pudesse voltar no tempo! Preciosa palavra da qual todos, ou quase todos não as dão importância. Tempo dado, tempo gasto erroneamente ou de forma correta, não volta mais. Feliz daquele que o usa de forma certeira. Caso contrário amargamos por toda a existência. Envelhecemos pensando no erro, envelhecemos corroídos pelas frustrações. E o tempo passa! Amor. Ele multiplica-se conforme o doamos, e o reprimimos conforme os negamos. Ao reprimi-lo provocamos distâncias principalmente de quem mais amamos. Sem dúvida a maior dádiva da vida é saber amar. Amar nos fortalece como ser humano, amar nos faz pleno, amar nos traz felicidade, nos comunga da existência divina. Nunca negue amor, porque amar faz parte da sua existência. Obrigada a todos que sempre estiveram e estão presentes na minha vida, partilhando do meu amor. E o tempo está passando...
Sonia Baylão - 18/05/13.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Aos profissionais da Educação - Maior Valorização
Ilustríssima Presidente Dilma Rousseff, venho através desta tentar mostrar-lhe como esta a situação dos professores no Brasil. Para isto vou descrever um pouco do meu dia a dia. Sou formada em História, atuando no ensino fundamental e fazendo Pós em Neuropedagogia (R$145,50). Ganho R$ 1.079,10 mais abono de R$ 30,00 e adicional tempo serviço R$53,96. Sobre esse valor um desconto de R$ 47,48 vale transporte, R$ 52,14 IRRF,R$ 124,64 cont. fundo previden. Sendo assim, resta para outros gastos como: Aluguel R$ 750,00; já que não consigo juntar o mínimo previsto pela Caixa, quantia necessária para dar entrada na moradia própria (Minha casa minha vida) grande mentira! Casa para os de menor valor aquisitivo e, cond.R$ 154,00, IPTU R$ 28,50, luz R$ 94,76, faltando R$ 83,46 para pagar luz. Ai me pergunta como comer, vestir, saúde, lazer, livros, entre outras coisas? Nesse momento recorro às ditas “dobras”, tomando outra parte do meu dia que na verdade seria para estar estudando, me preparando para o dia seguinte. Sem contar que, vou até mais ou menos 23 h para dar conta das atividades pendentes. Preparar aulas, correção de verificações e leituras. Tenho muito pouco tempo a família, ou para eu mesmo. Moro com um filho que me dá uma força, mas ele tem sua vida própria e não poderei contar com isso para o resto da vida. Sou uma professora consciente do meu papel na sociedade, e sei das consequências num aumento impensado para com uma classe trabalhadora com relação União, só que somos a base da sociedade, como afirma Augusto Cury (educador), portanto devemos ser mais valorizados, pois ultimamente somos tratados como um lixo. Penso que, se valorizássemos mais a base o país com certeza chegaria ao que desejamos (IDEB). Minha escola vem avançando na média ano a ano, e fico muito feliz, pois participo dessa tarefa desde o inicio, da primeira avaliação. Hoje, faço o máximo de mim para que tudo saia perfeito, todavia acredito que se tivemos um melhor salário para que pudéssemos trabalhar menos horas e nos dedicarmos mais aos afazeres escolares, com certeza chegaríamos lá muito mais rápido. A mídia sempre questiona a educação pública, dizendo coisas absurdas a meu ver, fico muito triste, pois sabemos de nossa obrigação e mesmo desmotivada e desvalorizada procuramos fazer o melhor. ““É lógico que existem profissionais e profissionais”, porém me enquadro naquele que procura inovar sempre e isso demanda “TEMPO”, e como diz o ditado popular” tempo é dinheiro”, e precisamos dele para “SOBREVIVER”.Por isso, querida Presidente, espero que olhe mais por nós professores ( maioria mulheres batalhadoras), e com certeza não se arrependerá. Hoje, mais do que nunca sofremos na nossa profissão, além de todos esses agravantes, pais estão terceirizando a educação de seus filhos o que dificulta ainda mais nossa obrigação “PASSAR CONHECIMENTO CIENTÍFICO”, e fazemos isso sem na maioria das vezes reclamar. Porque reclamar para quem? Estamos a margem da sociedade e não na base dela, isto é, questão de valores invertidos. E como passar aos nossos jovens certos valores como: estudar, aprender, honestidade e vontade de prosperar. Está muito difícil! Pois a todo o momento eles se deparam com exemplos de mau comportamento sendo valorizados, ou impunes. Querida Presidente, espero ser atendida em nome de todos bons profissionais que como eu anseia por um país melhor e próspero, onde a base da sociedade seja mais bem valorizada e melhor remunerada. Peço por piedade, clemência, olhe por nós, que passa por um momento muito difícil e contraditório: OS QUE MENOS FAZEM GANHAM MUITO e aqueles que são taxados com os responsáveis por “TUDO” o que acontece na sociedade passam hoje necessidade, tanto no financeiro como psicológico, pois nunca ninguém nos ouve! Acreditando na sua boa vontade e gratidão espero ser ouvida. Professora : SONIA MARIA GERALDI.
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