quarta-feira, 26 de junho de 2013

HOMENAGEM


A professora do lixo...
                Brincadeiras a parte! Esta fala é minha, para com meus alunos, pois costumo levar tudo que acho importante para trabalhar em sala e, às vezes são coisas que muitos as veem como lixo: por isso, a brincadeira! Porém, sei apreciar e garimpar joias preciosas! E foi em uma ocasião inesperada que encontrei esta linda pedra rara. Sei que está ansioso ou ansiosa para saber qual é, mas antes vou detalhar  o momento.
             Sou professora e como sabem temos muito pouco tempo para nos dedicar a leitura por prazer, e nos pequenos momentos passamos o olhar em revistas, livros e jornais, faço isso costumeiramente até porque como já disse, estou sempre procurando inovar minhas aulas. E foi em um destes momentos que me deparei com uma coluna no jornal que me chamou muita atenção, primeiramente pelo nome “FRANCAMENTE”, depois pelo conteúdo abordado, a maioria sobre “EDUCAÇÂO”. Resolvi então levar para a sala todas as quartas feiras e lê-los para meus alunos. Por sinal gostaram muito! E passei a ficar inquieta todas as quartas feiras de manhã, até chegar a escola e ler a coluna mais uma vez. Numa quarta, estava lá “PAIS BANANAS”!  Li adorei e levei-o para sala. Foi um sucesso com as crianças. Questionaram, concordaram e pediram para escrever sobre o assunto. Foi tudo de bom! E assim, todas as quartas feiras antes de pegar o jornal, um aluninho vinha e me dizia: Professora, hoje a “Lu” está falando sobre... Isto mesmo ela se tornara intima para nós. Passamos a explorar suas crônicas ao máximo. Trabalho em sala, textos de opinião, leitura e questionamentos com os pais, avaliações, enfim trabalhamos muito durante todo ano letivo, onde tive a oportunidade de observar o avanço dos pequenos com relação à leitura, escrita e criticidade. E sem conhecê-la passamos a admira-la.
            Muitas vezes pensei em procurá-la e pedir para que viesse visitar minha sala, mas não sabia como fazer. Engraçado, quando amamos o que fazemos tudo prospera a nosso favor. Num sábado de manhã no meu curso de Pòs uma colega me diz: “Olha aquela pessoa que você quer tanto conhecer, vá falar com ela!” Fiquei envergonhada, mas uma pessoa que a conhecia proporcionou o contato. E antes mesmo que eu pedisse para visitar a minha sala, ela gentilmente se ofereceu. Marcamos e lá estava ela! Pensa em crianças felizes, realizadas, entusiasmadas, pareciam não acreditar. Quando foram presenteadas, pareciam que estavam ganhando uma pedra preciosa, que na verdade é mais que isso; é cultura, valorização, respeito e gratidão, e eu muito mais! Não tenho como agradecê-la.
            Hoje, fico triste toda quarta feira, pois o jornal vem na terça. “Cadê a nossa “LU”?” Quero a de volta para dar continuidade ao trabalho tão gratificante que me oportunizara. Acabo lendo seus textos, às vezes dígito-os, todavia não é a mesma coisa do que pegar o jornal e lê-lo. Contudo, nossa querida “LU OLIVEIRA”, jamais vamos esquecê-la, já faz parte do nosso cotidiano, estará sempre em nossos corações e em nossas leituras. Com carinho, muito obrigada. Abraços

                                               Professora Sonia Mª Geraldi Baylão.(21/06/13}

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